O Ministério da Educação (MEC) sinalizou que a espera por uma definição sobre o piso salarial do magistério está próxima do fim. Em declaração nesta segunda-feira (19 de janeiro), o ministro Camilo Santana afirmou que o governo federal deve realizar uma reunião decisiva nos próximos dias para anunciar um novo percentual de reajuste.

O objetivo da gestão é corrigir distorções na regra atual e oferecer maior previsibilidade para estados e municípios. Segundo o ministro, o entendimento interno já avançou e a decisão aguarda apenas a formalização para ser divulgada oficialmente.

O impasse: Por que o reajuste atual é alvo de críticas?
A insatisfação da categoria reside na enorme defasagem entre o cálculo vigente e o custo de vida real. Pelas regras de hoje, o aumento previsto para 2026 é considerado insuficiente por não cobrir sequer a inflação do ano anterior.
Os números da polêmica:
• Valor atual do piso (2025): R$ 4.867,77
• O reajuste atual (regra antiga): Apenas 0,37%
• Aumento real: Cerca de R$ 18,00 por mês.
• Novo valor projetado (sem alteração): R$ 4.885,78
• A inflação como barreira: Enquanto o piso subiria 0,37%, a inflação de 2025 fechou em 4,26%.
Para professores e sindicatos, esse cenário representa uma perda real do poder de compra, já que o aumento de 18 reais não acompanha a subida dos preços de produtos e serviços básicos.

Bastidores e Repercussão
A repercussão negativa do índice de 0,37% pressionou o Palácio do Planalto a buscar alternativas jurídicas e financeiras.
• Articulação Política: Na última semana, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reuniu-se com entidades sindicais para ouvir as reivindicações e avaliar caminhos para mudar o cálculo.
• Busca por Equilíbrio: O governo tenta agora encontrar uma solução que garanta a valorização dos profissionais sem comprometer excessivamente o orçamento de estados e municípios, que são os responsáveis pelo pagamento da folha.
“Trabalhamos para corrigir distorções geradas pela regra atual de cálculo do piso e dar previsibilidade aos gestores”, destacou Camilo Santana.

O que esperar para os próximos dias?
A expectativa é que o novo índice, prometido para esta semana, seja superior à inflação de 4,26%. Caso confirmado, o movimento servirá para acalmar as tensões com a categoria e reforçar o compromisso do governo com o Plano Nacional de Educação.